Saúde Web 2.0 e comunicação em saúde: a participação em comunidades virtuais em Portugal

Revista de Comunicación y Salud

e ISSN 2173 1675 · Publicada por la Cátedra de Comunicación y Salud Universidad Complutense de Madrid

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Palabras clave

e-health; e-saúde; comunicação em saúde; redes sociais na saúde; comunidade virtual de doentes; qualidade na saúde; doença crónica e-health; health communication; social networks and health; virtual communication; between patients; quality of health; chronic illness

Cómo citar

Moreira, P. . J. ., & Pestana , S. C. . (2012). Saúde Web 2.0 e comunicação em saúde: a participação em comunidades virtuais em Portugal. Revista De Comunicación Y Salud, 2(2), 47-62. https://doi.org/10.35669/revistadecomunicacionysalud.2012.2(2).47-62

Resumen

O aparecimento da Web 2.0, a criação de comunidades virtuais de doentes (CVdD)
e a interação entre os doentes no ciberespaço estão a revolucionar os sistemas de
saúde . O presente estudo exploratório e descritivo, ana lisa este fenómeno em
Portugal através um estudo qualitativo, pioneiro em Portugal, e apresenta as principais
razões do aparecimento destas comunidades. Conclui-se que as principais
motivações para os doentes procurarem estas comunidades são: o tempo reduzido
das consultas com o médico; a falta e/ou incompreensão da informação transmitida
no encontro interpessoal com o médico; a solidão; o estigma e a exclusão social. É
uma percepção unânime entre os doentes crónicos que participaram no estudo que
a participação nesta s com unidades virtuais é complementar ao apoio e cont acto
presencial; que o apoio virtual entre pares melhora a relação médico-doente, tornando
o doente mais participativo na toma da de decisão sobre a sua saúde e que são
geradoras de uma melhor literacia em saúde . De acordo com os participantes no
estudo as principais limitações para o desenvolvimento de comundiade s virtuais
incluem as seguintes noções: o digi tal divide e discrimina; os perigos de
automedicação; a possivel divulgação de informação incorrecta e a inexistência de
critérios de qualidade para sítios Web sobre saúde.

https://doi.org/10.35669/revistadecomunicacionysalud.2012.2(2).47-62
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